Com Veja Online
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| STF: decisão que frustrou maioria dos brasileiros |
A decisão de ontem se deu com base no julgamento em que a
mesma corte definiu, em 1992, os ritos do impeachment do ex-presidente Fernando
Collor de Mello. Na ocasião, também cabia ao Senado rejeitar a abertura do
processo. O resultado da votação acaba por garantir sobrevida ao desgastado
governo Dilma Rousseff: o STF também decidiu anular a eleição da comissão
formada na Câmara para analisar o pedido de impeachment.
Conforme revelou a coluna Radar, depois do avassalador voto do relator Edson Fachin,
contrário aos interesses do Palácio do Planalto, a presidente telefonou na
quarta-feira diretamente para senadores em busca de apoio. Com o ex-líder do
governo Delcídio do Amaral fora de campo - ele foi preso por atrapalhar as
investigações da Operação Lava Jato - o Palácio do Planalto deve canalizar
esforços no presidente da Casa, Renan Calheiros, e em caciques governistas com
potencial de angariar apoios contra o impedimento da petista, como os
peemedebistas Jader Barbalho e Eunício Oliveira.
Destinatários de propina
Calheiros e Jader foram recentemente citados como
destinatários de propina do escândalo do petrolão pelos delatores Nestor
Cerveró e Fernando Baiano. Renan ficou particularmente irritado com os
desdobramentos da novíssima Operação Catilinárias, que apreendeu documentos com
seus aliados e na sede do PMDB em Alagoas para embasar processos da Lava Jato.
Com o principal cacique melindrado pelas ações da Polícia Federal, caberá agora
ao Executivo convencer o senador a desidratar o processo de impeachment.
Ao
contrário da batalha campal da Câmara, a base aliada é menos fluida no Senado:
são pelo 66 senadores de blocos governistas ou de posturas independentes, mas
contrários ao impeachment.
