Com a
crise política em seu estágio mais agudo, a presidente Dilma Rousseff (foto) desembarca na madrugada desta terça-feira de volta ao país com o desafio de
tentar resolver a paralisia que seu governo enfrentará, a partir do bloqueio do
pagamento das despesas do Executivo e dependendo do Congresso para aprovar a
nova meta fiscal. O Planalto precisa da autorização do Legislativo para fechar
as suas contas com um rombo recorde de até R$ 119,9 bilhões em 2015 e busca
avançar na aprovação das medidas do ajuste fiscal.
Desde
sexta-feira, o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) está
disparando telefonemas aos senadores e deputados aliados. A ordem do Palácio do
Planalto é que a base governista dê prioridade absoluta à sessão para tentar
aprovar a autorização. Só com a aprovação da nova meta, o governo poderá
restabelecer a normalidade do pagamento de suas despesas.
A
presidente reunirá no fim da manhã de terça-feira a coordenação política do
governo, integrada pelo vice Michel Temer, e ministros, para avaliar as
consequências do bloqueio de R$ 10,7 bilhões nas despesas e a possibilidade de
a meta ser aprovada ainda esta semana, o que minimizaria o impacto do “shut
down”. O Planalto reunirá ao longo da tarde os líderes da base na Câmara e no
Senado também para analisar o quadro.
