O ministro do Supremo
Tribunal Federal Edson Fachin (foto)
suspendeu, em decisão monocrática, a formação e a instalação da comissão
especial da Câmara que analisará o pedido de impeachment da presidente Dilma
Rousseff (PT). A decisão foi publicada na noite desta terça-feira, horas depois
de a oposição impor uma derrota ao governo e eleger a chapa indicada com
dissidentes de partidos da base aliada.
Fachin suspendeu o
funcionamento da comissão - e todo o andamento do impeachment - até a próxima
quarta-feira, 16 de dezembro, quando o plenário do Supremo analisará a ação de
descumprimento de preceito fundamental (ADPF) protocolada pelo PCdoB em defesa
de Dilma. O ministro do STF também pediu esclarecimentos em até 24 horas ao
presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre a eleição da comissão
especial.
A ação do PCdoB no STF
questiona a ausência de um rito claro para o processo de impeachment e pediu
medida cautelar argumentando que a votação para formar a comissão não poderia
ser secreta e que as chapas teriam que ser formadas por integrantes indicados
apenas pelos líderes de cada bancada.
A decisão do ministro não anula os atos praticados até agora. No dia 16, o plenário do STF vai analisar se as decisões da Câmara, como a eleição da chapa de oposição, são válidas. De acordo com o ministro, o objetivo da suspensão do processo é evitar novos atos que futuramente possam ser invalidados pelo STF. (Com Veja Online/Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
A decisão do ministro não anula os atos praticados até agora. No dia 16, o plenário do STF vai analisar se as decisões da Câmara, como a eleição da chapa de oposição, são válidas. De acordo com o ministro, o objetivo da suspensão do processo é evitar novos atos que futuramente possam ser invalidados pelo STF. (Com Veja Online/Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
