Agentes da Polícia Federal
encontraram um documento com anotações de um suposto pagamento de propina do
banco de investimentos BTG Pactual ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha
(PMDB-RJ, foto), e a outros
peemedebistas, segundo reportagem no site do jornal O Globo, neste domingo.
De acordo com jornal,
documento foi encontrado na casa do chefe de gabinete do senador Delcídio
Amaral (PT-MS), Diogo Ferreira, e indica que o BTG Pactual teria pago R$ 45
milhões a Cunha e a outros parlamentares do PMDB em troca de emenda a uma
medida provisória, para permitir o uso de créditos fiscais da massa falida do
banco Bamerindus, de propriedade do BTG.
Em comunicado, o BTG negou
o pagamento por suposto benefício e disse estar à disposição de autoridades
para esclarecimentos. Em sua conta no Twitter,
Cunha disse que "é um verdadeiro absurdo e parece até armação".
"Amanhã qualquer um anota qualquer coisa sobre terceiros e vira
verdade?", questionou.
De acordo com O Globo, o conteúdo do documento
mencionando o suposto pagamento de propina foi usado para embasar o pedido do
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de conversão da prisão temporária
em preventiva do chefe de gabinete de Delcídio e do banqueiro André Esteves,
controlador do BTG Pactual.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki determinou as prisões preventivas de Ferreira e de Esteves no domingo. (Com Veja Online)
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki determinou as prisões preventivas de Ferreira e de Esteves no domingo. (Com Veja Online)
